Depois de uma decisão partidária para integrar a Comissão de Constituição e Justiça, no mês de julho deste ano, o deputado Evandro Roman justificou, na ocasião, sua decisão de não aceitar a denúncia enviada pela procuradoria Geral da União contra o presidente Michel Temer.
Na oportunidade, Roman levantou suspeitas acerca da relação entre o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, e o procurador Marcelo Paranhos Muller, ex-braço direito de Janot, que deixou o cargo para atuar em escritório que negociou a delação da JBS com a Procuradoria.
Na CCJ, o deputado havia dito que Janot estava atuando politicamente, enviando uma denúncia baseada em convicções, evidências ou indícios e usando como provas acordos de impunidade histórica com os irmãos Batista. O parlamentar garantiu que a história mostraria a construção e as verdadeiras intenções dos acordos de delação entre a PGJ e JBS.
Em menos de três meses, a previsão de Roman proferida na CCJ, parece se confirmar.
Segundo o deputado, não se trata de profecia. “Para declarar meu voto sobre a aceitação ou não da denúncia, fiz uma análise apurada dos fatos, bastante estudo jurídico e conhecimento me fizeram estranhar todo o processo de construção e encaminhamento da denúncia”. Ainda para o deputado, causou inconformidade ver os irmãos Batista impunes aos olhos da justiça.
Profecia ou não, vejam o vídeo e tirem suas conclusões.