O Paraná inicia o ano de 2017 com esperança e boas perspectivas, além de uma sensação de dever cumprido. Estamos na condição favorável, e rara, de Estado diferenciado e de exemplo positivo para um Brasil que luta bravamente para equilibrar sua economia.

Hoje podemos responder, com simplicidade, à pergunta que nos fazem de Norte a Sul do País: o que o Paraná fez para se proteger da crise brasileira ?! O governador Beto Richa e uma equipe competente, com visão estratégica e uma boa dose de coragem, iniciaram ainda em 2014 um amplo e austero ajuste fiscal.

Para fazer essa lição de casa o Governo cumpriu a sua parte, cortou a própria carne e obteve dos paranaenses e de sua classe política o apoio necessário e fundamental numa época de redução de custos e investimentos escassos.

Enquanto o Governo e sua equipe econômica se debruçam nos números e estabelecem metas para o futuro a curto e médio prazo, o Paraná não parou.

Fomos todos à luta em 2016: Eu, particularmente, tive a honra de liderar alguns projetos importantes do Governo do Paraná ao longo desse ano. Conseguimos unir a sociedade para um arrojado projeto de revitalização do Rio Iguaçu, o nosso rio mais relevante. Também apresentamos uma série de projetos para parcerias com a ONU.

Na área internacional, assinamos um acordo com a província chinesa de Hubei, abrindo mais mercados para os nossos produtos. Com a Rússia, demos mais um passo para consolidar uma importante parceria com a fabricante de aviões Irkut, o Paraná deve ser a base da empresa no Brasil. E estreitamos relações com Canadá, Itália, Suíça, Argentina entre outros países.

Ainda na infraestrutura, caminhamos com o nosso Trem Pé-Vermelho. As potencialidades da ferrovia de passageiro entre as regiões de Maringá e Londrina atraíram a atenção de grupos nacionais e estrangeiros, e foram destaques no mais importante fórum do setor da América Latina, realizado em São Paulo.

Também em São Paulo apresentei o Família Paranaense na cúpula anual da Organização Mundial da Família. O nosso mais importante programa de combate à pobreza foi assunto de um dos principais painéis do evento e elogiado por representantes de mais de 50 países dos cinco continentes. O próximo passo será apresentá-lo na ONU em Nova Iorque e depois em Genebra.

Por último o mais importante. As crianças, sempre as nossas crianças. Reforcei a missão de unir as prefeituras para implantar o Marco Legal da Primeira Infância, a legislação mais avançada do mundo na proteção às crianças de zero a seis anos. Realizamos seminários e participamos de encontros aqui no Paraná, em Brasília e também no México e na Itália.

Outro programa que me deixa extremamente animada para o futuro é o Criança Feliz do Governo Federal. Em parceria com os estados e municípios teremos ações integradas voltadas à primeira infância para as famílias mais carentes. O Paraná será um dos grandes parceiros desse programa.

Essas realizações e projetos foram possíveis porque, como coordenadora dos projetos paranaenses no escritório de representação em Brasília, tive o apoio do Governo Federal e da nossa bancada no Congresso Nacional.

Chegamos em 2017 cheios de planos e com fé no futuro. E é com essa fé em nosso potencial como paranaenses que estarei em Brasília para apoiar todas as boas iniciativas e os bons projetos dos novos prefeitos que iniciam seus mandatos.

O primeiro passo deve ser de amor e de fé. Aos passos seguintes, devemos adicionar coragem, vontade de trabalhar, realizar e cumprir cada um, a sua própria missão.

Um feliz e santo Natal e um excelente 2017.

Cida Borghetti, vice-governadora do Paraná