“Quem não conhece a sua história está condenado a repeti-la”. A frase do pensador britânico Edmund Burke parece aplicar-se perfeitamente ao PSDB. Em 2002, o senador Tasso Jereissatti pleiteava a candidatura Presidencial do partido. Preterido por José Serra, recolheu-se ao Ceará, seu estado de estimação e apoiou explicitamente Ciro Gomes no primeiro turno. No segundo, ficou neutro, garantindo a Lula uma vitória gigantesca no Ceará.

Passados 15 anos, eis que os tucanos, em meio a maior crise de sua história escolhem Tasso para presidi-los temporariamente. A receita do desastre estava formada. Já em sua primeira decisão como Presidente, Jereissatti ignorou olimpicamente Deputados, Senadores, Governadores e demais membros da cúpula do partido para levar ao ar uma das mais desastradas campanhas publicitárias da história. Nela, sob o pretexto de fazer autocrítica, o PSDB se auto-culpava pela crise política que o país vive, isentando o principal inimigo, o PT.

Mas Tasso não está contente. Agora, ele teve mais uma ideia brilhante: contratar o publicitário Moriael Paiva para responder por toda a publicidade do partido. E quem é Moriael? É o responsável pela eleição do petista, ex-guerrilheiro e braço direito de Dilma Rousseff, Fernando Pimentel para o governo de Minas Gerais. Não só: Moriael coordenou a estratégia mais agressiva de ataques sujos contra tucanos em todo o Brasil nas eleições de 2014.

Com seu afilhado Ciro Gomes prestes a concorrer novamente à Presidência da República, Tasso parece se esforçar para ir deixando o caminho aberto para o pupilo.