O deputado Evandro Roman (PSD-PR) foi escolhido nesta terça-feira, 20, como o relator-geral da Comissão Externa de Endividamento Agrícola criada pela Câmara dos Deputados para investigar as causas do endividamento agrícola. Na primeira reunião, os membros da comissão definiram o plano de trabalho.

Evandro Roman adianta que a prioridade da comissão “é fazer um diagnóstico para avaliar a causa e o tamanho da dívida dos agricultores, além de analisar propostas que controlem a importação dos produtos”. O colegiado vai tratar também do alto custo dos financiamentos e da bitributação previdenciária incidente sobre a folha de pagamento dos funcionários.

Segundo Roman, foram definidos três relatores setoriais para acelerar os trabalho. O deputado Zé Silva (SD-MG) ficará como sub-relator da Agricultura Familiar, o deputado Evair Melo (PV-ES) na sub-relatoria da Agricultura Empresarial e Demais Setores e o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) será o sub-relator de Políticas de Mercado e Importação.

Roman pretende apresentar um texto com recomendações até o fim deste semestre. Segundo ele, os incentivos do governo têm sido insuficientes para desafogar o setor. “O agricultor está sempre em busca de dinheiro para ampliar sua produção. Assim, fica refém das altas taxas de juros”, comentou.

Para o deputado quem vai nortear os trabalhos é o próprio agricultor. “Precisamos dar celeridade aos trabalhos para proporcionar segurança ao produtor oferecendo, por exemplo, um planejamento mínimo de três anos. Nosso trabalho será dar tranquilidade ao Brasil que produz”, disse.

O diagnóstico do endividamento agrícola depende de informações a serem passadas pelos órgãos relacionados ao setor. O coordenador da comissão, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), pretende acelerar a renegociação dos débitos com o Executivo. “Pedimos a criação de um grupo coordenado pela Casa Civil ou pela Secretaria de Relações Institucionais convocando os ministros da área financeira para que a negociação seja feita em conjunto”, concluiu.

Os integrantes da comissão também aprovaram um requerimento para a realização de seminários no Paraná, Rio Grande do Sul, em Tocantins, Santa Catarina, Minas Gerais, no Piauí e no Espírito Santo.