O deputado Alfredo Kaefer (PSL-PR) defendeu nesta quarta-feira, 8, a manutenção das atuais regras que desonera a folha de pagamento de 50 setores da produção naciona. “O Congresso Nacional desonerou a folha de pagamento dos setores produtivos, um grande avanço e lamentavelmente o governo federal mandou uma medida provisoria que derrubamos, mas hoje enviou um projeto de lei onerando a folha de pagamento novamente”, disse Kaefer durante audiência da CPI da JBS
“A oneração vai reduzir competitividade das empresas, vai tirar em um ano de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões dos 50 setores atendidos. Não se deve discutir menor ou maior alíquota, mas defendo o sistema absolutamente racional que implantamos. É muito mais fácil fiscalizar a contribuição previdenciária através de faturamento do que pela folha de pagamento”, completou.
Kaefer também defendeu a manutenção dos empregos nas empresas investigadas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. “Deve se punir os malfeitos dos diretores das empresas, mas temos que mudar a lei de delação e leniência, por uma razão muito simples, as CNPJ’s não cometem crime. As empresas tem que ser preservadas, os empregos tem que ser preservados. Se os acionistas estão respondendo, as empresas não foram afetadas em nada. Se há uma penalidade pecuniária, ela terá que ser estabelecida pelas ações que os donos ou diretores tenham. As empresas são umas, e seus diretores são outros”.
O deputado lembrou de situações semelhantes como ocorridas agora nos anos de 1995/1996 no sistema financeiro do Brasil. “Alguns diretores cometeram erros e estruturas bancárias seculares construídas no Brasil foram jogadas na lata de lixo porque se misturou a atitude dos diretores e as empresas”, disse. Ele citou ainda do exemplo do Banco Econômico que teve à época a intervenção e liquidação decretada. O banco tinha quase 100 anos de fundação”, pontuou.

(foto: Agência Câmara)