Depois do bombástico depoimento do ex-ministro Antônio Palocci (PT) nesta quarta-feira, 6, em Curitiba, ao juiz Sergio Moro, a expectativa é maior ainda com o novo depoimento do ex-presidente Lula (PT) marcada para esta quarta-feira, 13, também na capital paranaense.

Neste processo, segundo a denúncia do Ministério Público Federal, Lula é acusado de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro em razão de contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht.

A acusação aponta que parte das propinas pagas pela Odebrecht foi lavada mediante a aquisição, em benefício do ex-presidente, do imóvel localizado na Rua Dr. Haberbeck Brandão, 178, em São Paulo, em setembro de 2010, que seria usado para a instalação do Instituto Lula.

A força-tarefa da Lava Jato afirma que o acerto do pagamento da propina supostamente destinada ao ex-presidente foi intermediado por Palocci (ex-ministro de Lula e Dilma) com o auxílio do assessor Branislav Kontic, que “mantinham contato direto com Marcelo Odebrecht, auxiliado por Paulo Melo, a respeito da instalação do espaço institucional pretendido pelo petista”.

De acordo com os procuradores do Ministério Público Federal, valores destinados a Glaucos da Costamarques – primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula -, por sua atuação na compra do terreno para o Instituto Lula, foram repassados para o ex-presidente na forma da aquisição da cobertura contígua à sua residência em São Bernardo de Campo.

A denúncia aponta que R$ 504 mil foram usados para comprar o apartamento vizinho à cobertura de Lula, em São Bernardo. A nova cobertura, utilizada pelo ex-presidente, foi adquirida no nome de Costamarques, “que atuou como testa de ferro de Luiz Inácio Lula da Silva”.

(foto: reprodução/TV)