Após o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ter indicado que manteria um ritmo mais forte de corte da taxa Selic, os economistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para a inflação neste ano. Divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (23), o Boletim Focus, realizado com as previsões de operadores do mercado, apontou que a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2017 recuou de 4,8% para 4,71%. Há um mês, o índice estava em 4,85%. O valor está abaixo do teto de 6% fixado o ano. As informações são do portal G1.

De acordo com a reportagem, a previsão do mercado para a inflação em 2018 permaneceu estável, em 4,5%. O índice está em linha com a meta de inflação do período (4,5%) e também abaixo do teto de 6% para o ano que vem. Em 2015, ainda sob o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o indicador fechou o ano em 10,67%, a maior taxa desde 2002.

O mercado também voltou a reduzir suas projeções para a taxa básica de juros no fim de 2017 e 2018, de 9,75% para 9,5%. Há um mês, o índice estava em 10,50% ao ano.

Segundo o boletim, a Selic média de 2017 passou de 11,08% para 10,91% ao ano. Há um mês, a mediana da taxa média projetada para o ano era de 11,53%. No caso de 2018, a Selic média foi de 9,70% para 9,50% ao ano. Quatro semanas antes, estava em 10,00%.

Para fevereiro, o mercado financeiro também passou a estimar uma redução maior da taxa Selic. Até então, projetava um corte de 0,50 ponto percentual, de 13% para 12,50% ao ano, mas, na semana passada, revisou a estimativa e passou a projetar um corte de 0,75 ponto percentual, para 12,25% ao ano.

PIB

O boletim indicou ainda a manutenção nas projeções de atividade para 2017 e 2018. A mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seguiu com alta de 0,50%. Há um mês, a perspectiva também era de avanço de 0,50%.
Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta de 2,20%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,25%.

(foto: divulgação)