Os trabalhadores paranaenses têm cerca de R$ 1,3 bilhão em contas do FGTS inativas até o fim de 2015, estima a organização não governamental Instituto Fundo Devido ao Trabalhador (IFDT). O saque dos recursos foi autorizado por medida provisória editada no fim do ano passado. As informações são da Gazeta do Povo.

O cronograma definitivo ainda não foi aprovado pelo presidente Michel Temer, mas a tendência é de que o dinheiro esteja disponível para uma primeira leva de trabalhadores a partir de 13 de março. Os demais grupos serão autorizados nos meses seguintes, e até o fim de julho todos os que têm contas inativas poderão retirar o dinheiro.

O IFDT calcula que pouco mais de 1,5 milhão de paranaenses tenham contas inativas até 31 de dezembro de 2015 no FGTS. Essas contas não recebem mais depósitos mensais porque não há mais vínculo entre o empregado e a empresa. Em geral pertencem a funcionários que pediram demissão e, consequentemente, não puderam sacar os recursos.

A estimativa do IFDT foi feita com base no cruzamento de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do balanço anual do FGTS de 2015. Segundo o instituto, o valor depositado em todas as contas do país inativas até dezembro de 2015 é de R$ 20,5 bilhões – menos que os R$ 30 bilhões ou R$ 40 bilhões que, pelas estimativas do governo, poderão ser sacados pelos trabalhadores graças à medida provisória.

Por outro lado, o IFDT calcula que 23,6 milhões de trabalhadores brasileiros poderão retirar dinheiro de suas contas inativas – mais que o dobro dos 10,2 milhões estimados pelo governo. Pelas contas do instituto, o saque médio por trabalhador chegará a R$ 866.

(foto: Folhapress)

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