O vereador Bruno Pessuti (PSD) reapresentou dois projetos arquivados no final do ano que alteram o funcionamento do transporte público em Curitiba: pagar os ônibus por quilômetro rodado e implantar o bilhete único. “Se o custo (do transporte público) é calculado por quilômetro, a remuneração a quem presta o serviço tem que ser paga conforme essa lógica. É como se o taxista ganhasse por passageiro transportado, e não de acordo com quanto rodou“, diz Pessuti, que foi relator da CPI do Transporte. As informações são do Bem Paraná.

Já o outro projeto prevê a criação da tarifa temporal, “como existe em muitas outras cidades pelo mundo”, explica o vereador. “Na prática, o usuário do sistema de transporte poderia utilizar o transporte público quantas vezes forem necessárias ao longo do período em que o bilhete for válido”, explica.

Segundo Pessuti, até a licitação do sistema, homologada em 2010, as empresas eram remuneradas por quilômetro rodado. Ele argumenta que o sistema de bilhetagem eletrônica, que contabiliza os passageiros transportados, não é transparente e teve diversas falhas apontadas na CPI do Transporte. “O sistema não é auditado”, afirma.

O vereador argumenta que a adoção do pagamento por quilômetro rodado facilitaria a implantação da tarifa temporal, conhecida como bilhete único, já que caberia ao Executivo incentivar o uso do transporte coletivo. “É uma forma de bilhetagem que existe em diversas cidades do mundo. O usuário pode embarcar em tantos ônibus quanto forem necessários, dentro do período de tempo em que for válido. No diário, por exemplo, o prazo é de 24 horas”, sustenta.