O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comunicou ao governador Beto Richa a autorização da União para a contratação de duas operações de crédito ao Paraná. Uma delas, no valor de US$ 67,2 milhões (R$ 221,7 milhões) será assinada entre o Estado e o BID para o financiamento do Programa Paraná Seguro. A contrapartida do Estado será de US$ 44,8 milhões (R$ 147,8 milhões).
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A outra é renegociação da redução pela metade de juros de contrato de assunção e repactuação de dívida de R$ 400 milhões firmado em 2014 junto ao BNDES para liquidação do Badep.

Os despachos de Meirelles que dão aval para o Paraná foram assinados no dia 30 de dezembro e estão publicados no Diário Oficial da União desta segunda-feira (2).

O contrato de contragarantia para o Paraná Seguro já havia sido assinado pelo governador Beto Richa na semana passada e, para que a operação seja concluída, só falta a assinatura do contrato de empréstimo com o BID, que acontecerá na próxima semana.

“Estávamos preparados para essa nova situação nacional anunciada há pouco pelo ministro da Fazenda, muito em função do ajuste fiscal que realizamos em 2014”, disse o governador.

Ao todo serão aplicados US$ 112 milhões no programa – US$ 67,2 milhões do BID e US$ 44,8 milhões de contrapartida do Estado.

O Paraná Seguro deve reduzir os níveis de violência e criminalidade em Curitiba, região metropolitana e as cidades da tríplice fronteira paranaense. Os recursos serão usados na aquisição de veículos e motocicletas, capacitação de policiais, construção e reforma de delegacias e em outras obras que vão melhorar a estrutura da segurança no Estado.

A autorização legislativa para o pedido de financiamento externo para investimentos em segurança pública no Paraná é de 2012. O aval da União a financiamentos é um dos passos necessários para a liberação dos recursos, mas a concessão de crédito com garantia do Tesouro Nacional estava paralisada desde o fim de 2014.

A retomada dessas operações só foi possível devido ao ajuste fiscal realizado no Estado, explica o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa. “O ajuste propiciou a alteração para cima do rating do Estado, que passou de C+ para B-, nota mínima para recebimento de aval da União”, comenta.

Nos últimos meses, o governador Beto Richa e o secretário da Fazenda trabalharam intensamente para a liberação dos recursos e mostraram que o Paraná estava sendo preterido pelo governo federal na liberação de financiamentos. De acordo com Costa, de 2011 para cá, o Paraná ficou em último lugar entre as unidades da federação na autorização de contratação de crédito em relação à receita corrente líquida.

Sobre a renegociação com o BNDES, que envolve também a Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame), o contrato de contragarantia será assinado nos próximos dias. Com a operação, os juros do contrato, que vai até julho de 2032, deixam de ser de 2% ao mês e baixam para 1% ao mês.

(foto: Orlando Kissner/ANPr)