Acabar com o horário de verão vem ao encontro da tese do deputado Alfredo Kaefer que há muitos anos luta para que isso aconteça, alegando que os benefícios com a redução da carga máxima de energia elétrica em horário de pico não atingem a maior parte dos cidadãos. Estipulado pelo governo, o horário especial acaba na madrugada deste sábado (12) para domingo (18).

Segundo ele, há pareceres de médicos e especialistas que afirmam que o horário de verão é nefasto. “O resultado positivo que você tem com a economia, que varia entre 0,5% a 5%, dependendo da região, você perde com produtividade dos trabalhadores”, alertou o deputado paranaense.

“O risco de ser vítima de assalto, roubos e outras espécies de violência é muito grande. Muitos sujeitam-se ao risco de perder o emprego, mas preferem chegar atrasados a enfrentar os perigos da escuridão da madrugada. Esses motivos são suficientes para que a maior parte da população brasileira abomine o horário de verão”, disse.

Economia ou questão cultural?

A mudança no perfil do consumo de energia dos brasileiros vem reduzindo a efetividade do horário de verão, avaliam os técnicos. Os quatro meses de duração da medida (outubro a fevereiro) geram pouca economia de todo o consumo elétrico do país.

O deputado explicou que muitas pessoas têm a vida modificada biologicamente por causa da mudança de horário, num país que tem sua energia elétrica perto de 90% movida por intermédio de sistema hidrelétrico. “Horário de verão só deve ser implantado quando há problemas de falta de água, com o aumento da geração de energia”, destacou.

Kaefer sugeriu ao governo que faça campanhas educativas para que as pessoas economizem energia elétrica ao invés de “causar transtornos à população com o horário de verão”.