Dilceu Sperafico

Os benefícios da moderna tecnologia para os setores produtivos e a sociedade são cada vez mais decisivos para a elevação da produtividade agropecuária, da lucratividade do agronegócio, da produção de alimentos e do bem-estar da população urbana e rural.

Na medida em eleva o rendimento proporcional da atividade rural, a tecnologia dispensa a ampliação de áreas de cultivo e pastoreio, colaborando para a preservação ambiental, ao mesmo tempo em que racionaliza custos e garante recursos para novos investimentos nos avanços tecnológicos.

Conforme especialistas, graças à adoção da tecnologia o País atingiu o recorde de produção de 242,1 milhões de toneladas de grãos em 2017, comprovando a modernização do setor agropecuário, pois a tradicional combinação de clima, terra e recursos humanos já não é mais suficiente para garantir bons resultados econômicos para o produtor rural e oferecer alimentos de qualidade e a preços acessíveis para os consumidores nacionais e internacionais.

Conforme estudos recentes, o fenômeno de digitalização das propriedades e atividades agropecuárias está facilitando o acesso dos produtores às tecnologias como internet, GPS e big data, o que viabiliza a adoção de medidas mais eficientes e a tomada de decisões mais rápidas e precisas para todas as etapas do setor produtivo.

Dentro desse processo de modernização, a tecnologia estimula práticas de cultivo com menos impacto ambiental, reduzindo o uso de água, fertilizantes e defensivos, sem prejuízos para a produtividade e qualidade dos produtos primários.

Na opinião de pesquisadores, a adoção de tecnologias avançadas eleva a produtividade e a produção, sem a ampliação de áreas de cultivo, na medida em que o maior conhecimento do processo de evolução das lavouras permite ao produtor a avaliação correta do desenvolvimento das culturas, obtendo melhor retorno na aplicação de insumos.

Na agricultura de precisão, em diversas regiões do País já há empresas e entidades de produtores testando sistemas digitais de rastreabilidade de máquinas, estações meteorológicas e drones, com o objetivo de elevar a eficiência de suas ações e melhorar o desempenho das culturas, com a expectativa de ganho de produtividade de 20% já na safra seguinte.

As dificuldades para maior e mais rápida expansão da tecnologia no agronegócio brasileiro estão nos custos de equipamentos, falta de orientação técnica e deficiências ou carências de redes de internet, ainda comuns no interior do Brasil, limitando o uso de ferramentas dependentes desse tipo de conexão.

Para superar esses desafios, está se apelando para novas soluções, como chips multioperadoras que buscam o melhor sinal de internet e a implantação de redes privadas do sistema. Este é o caso da implantação de redes 4G, que irão conectar dezenas e até centenas de máquinas agrícolas.

Com esse recurso, se um trator ou outro equipamento apresentar algum defeito no funcionamento, proprietários e técnicos poderão oferecer suporte remoto, através de videochamada, como solução mais rápida, eficiente e barata para a superação do problema operacional.

Já existem também ferramentas modernas para o controle de rebanhos de bovinos, desenvolvidas com a criação de software que usa inteligência artificial para rastrear os animais sem a necessidade de rede implantada no interior da pastagem.

Dilceu Sperafico é deputado federal licenciado e chefe da Casa Civil do Governo do Estado – [email protected]