Maior geradora de energia hidrelétrica do mundo, a Itaipu Binacional pode ampliar sua capacidade anual – de 96.387.357 megawatts-hora – em até o dobro da atual, caso consolide a intenção em investir, em larga escala, em novas fontes de geração de energia, como solar, eólica e biogás.

E os primeiros passos desta ação já estão sendo dados, segundo informa o deputado Evandro Roman (PSD), entusiasta do potencial que novas matrizes energéticas tem a oferecer. Esse direcionamento, através de parceria que a binacional firmou com o projeto Green Silicon, em parceria com a Fiep (Federação da Indústria do Paraná), teve início no fim do ano passado.

Para Evandro Roman, a nova direção da usina está mais do que correta ao ampliar suas ações estratégicas com foco na sustentabilidade e na maximização de resultados em curto, médio e longo prazos. “Ao mirar projetos revolucionários como este que têm como foco os 54 municípios da região abrangida pela Amop, a Itaipu consolida-se como referência não apenas em ações indutoras do desenvolvimento, mas também em pesquisa e inovação tecnológica, através do PTI, o Parque Tecnológico de Itaipu”, disse.

Incentivo – De acordo com o projeto, placas fotovoltaicas fabricadas no Brasil serão instaladas a partir de 2022 na área pertencente à União, ao longo dos linhões de Furnas, e também em estruturas públicas, como escolas, creches e hospitais, gerando energia solar suficiente para atender as demandas locais, o que permitiria que a energia produzida pela hidrelétrica seja direcionada, prioritariamente, ao atendimento da necessidade do setor produtivo.

Nesse sentido, também tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei de autoria do deputado Roman que estabelece mecanismos regulatórios voltados ao incentivo à utilização de fontes alternativas de energia em repartições, escolas e hospitais públicos no âmbito dos entes federados.

Também sobre Itaipu, Evandro Roman manifestou-se recentemente a respeito da necessidade de ampliação do debate para a renovação do tratado de Itaipu, que expira dentro de cinco anos. O deputado quer que a sociedade organizada oestina participe ativamente do debate que diz respeito à destinação de sobras que correspondem a R$ 1 bilhão, e que, caso não ocorra articulação política eficiente, esse recurso pode ser destinado a outras demandas do governo em outras regiões do País.

(foto: Agência Câmara)